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Esse tal de Design Instrucional. Ou educacional...

  • Foto do escritor: Marcia Bonfim
    Marcia Bonfim
  • 11 de out. de 2016
  • 2 min de leitura

Um fato que me chamou atenção neste curso foi exatamente o nome da disciplina Design Educacional, principalmente se considerarmos que ela é ministrada pela Professora Andrea Filatro. Explico:

Ouvi pela primeira vez o termo design instrucional em 2008, de uma colega de curso de especialização. Ela mencionava o curso de Teoria e Prática do Design Instrucional, oferecido pelo Professor Régis Tractenberg. Nesse curso, definia-se DI como “o processo sistemático e reflexivo de traduzir princípios de cognição e aprendizagem para o planejamento de materiais didáticos, atividades, fontes de informação e processos de avaliação” (Smith e Ragan, 1999, apud Tractenberg, 2012). Parece complicado, não?

Um tempo atrás, por uma necessidade de serviço, conheci algumas publicações, entre as quais destaco Filatro (2008) e Romiszowski e Romiszowski (2005), textos em que a palavra “instrucional” é utilizada com o significado de ensino, que me parece mais amplo que “instrução” ou “treinamento”. Essa tem sido minha referência ao usar design e designer instrucional para me referir à atividade e ao profissional que a realiza, ainda que na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a profissão tenha recebido o nome de designer educacional, tendo como sinônimos desenhista instrucional, designer instrucional e projetista instrucional.

Essa classificação parece refletir uma controvérsia: há, no Brasil, especialistas que não concordam com o uso de “instrucional” no nome da profissão, seja por associá-lo ao termo norte-americano instructional, considerado mais restritivo que “educacional”; ou ainda, por uma certa aversão ao behaviorismo, abordagem que nos anos 1960 inspirou algumas tecnologias educacionais, entre elas o DI. Mattar (2014:184) apresenta até uma errata em que explica a opção pela expressão Design Educacional. Por entender que cada teoria ou abordagem pedagógica tem sua importância e contribuição, em alguma medida, não nutro qualquer preconceito em relação a esta ou aquela denominação. Aliás, nem acho que seja uma questão de preconceito.

Discussões semânticas à parte, uma queixa é comum aos DIs (ou Des): a incompreensão, por parte do público em geral sobre que profissional é esse. Nesse sentido, o texto “O que é design instrucional", de James Van Patten, que a Professora Andrea nos apresenta, retrata de modo muito fiel essa “angústia” e, o que é melhor, propõe uma maneira muito interessante de resolvê-la.

Por ora, penso que a forma mais resumida (e até um tanto simplista) de conceituar Design Instrucional seria esta: o design instrucional é o processo de desenvolvimento de um projeto de ensino, sendo o designer instrucional seu responsável e principal executor.

Um outro exercício que poderíamos fazer para chegar à definição do que é um DI/DE seria começar mostrando o que ele não é. Topam?


Referências:

FILATRO, Andrea. Design instrucional na prática. São Paulo: Pearson, 2008.

MATTAR, João. Design educacional: educação a distância na prática. São Paulo: Artesanato Educacional, 2014.

ROMISZOWSKI, A.; ROMISZOWSKI, H. P. Retrospectiva e perspectivas do design instrucional e educação a distância: análise da literatura. 2005. Disponível em: <http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2005_Retrospectiva_Perspectivas_Design_

TRACTENBERG, Regis. O que é o DI e suas etapas. Rio de Janeiro: Livre Docência, 2012.

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